Em Brasília, Mário Alexandre e Bebeto Galvão apresentam demandas e buscam recursos para Ilhéus


Bebeto Galvão, Rui Costa, Mário Alexandre, durante reunião em Brasília.

Com o objetivo de ampliar os investimentos direcionados à cidade de Ilhéus, o prefeito Mário Alexandre cumpriu agenda em Brasília nesta semana para solicitar melhorias em diversas áreas do município. Acompanhado do vice-prefeito Bebeto Galvão, o chefe do Executivo reforçou os compromissos com senadores e deputados na capital federal.

Em audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, os gestores apresentaram demandas e dialogaram sobre a retomada de importantes programas federais, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida. Na oportunidade, foram discutidos projetos com foco na melhoria da infraestrutura urbana e o andamento das obras do Porto Sul e mais recentemente do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL).

Reunião com o senador Otto Alencar.

No encontro com o senador Otto Alencar, Mário Alexandre e Bebeto discutiram a atual conjuntura do país, que aponta para a retomada da economia e perspectivas de crescimento em diferentes setores. O prefeito afirmou que o estreitamento do diálogo com os parlamentares é fundamental para garantir apoio na execução de obras na cidade.

“Apresentamos importantes pautas e vamos continuar lutando para fortalecer a parceria com o Governo Federal, com o nosso querido amigo e ministro Rui Costa, com o nosso senador Otto Alencar e todos os deputados que auxiliam a nossa gestão dentro desse processo de reconstrução da amada cidade de Ilhéus. A nossa luta não para. Vou trabalhar até meu último dia de mandato para melhorar cada vez mais a qualidade de vida do meu povo, com mais investimentos, sobretudo nas áreas da saúde, infraestrutura, segurança pública e educação”.

Durante visita aos gabinetes dos deputados federais Bacelar, Raimundo Costa e Lídice da Mata, prefeito e vice trataram sobre a destinação de recursos de emendas para a cidade. Na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os gestores abordaram importantes projetos e obras que foram alocadas na companhia e que em breve deverão ser retomadas.

Bebeto frisou que a parceria com o Governo do Estado é indispensável para assegurar o bom andamento das tratativas.

“O trabalho iniciado com Rui Costa e que está sendo continuado pelo nosso governador Jerônimo Rodrigues, sem dúvida produz resultados altamente positivos para Ilhéus, cujo maior beneficiado é o nosso povo”.

Prefeitura de Itabuna leva Projeto Bairro Feliz à comunidade do Nova Califórnia no sábado


Imagem arquivo.

A comunidade do Bairro Nova Califórnia, na zona norte de Itabuna, será beneficiada, neste sábado, dia 15, a partir das 8 horas, com as ações do Projeto Bairro Feliz. Serão executados serviços de limpeza com roçagem, capina, remoção de lixo e entulhos, manutenção e reparo da rede de iluminação e patrolamento, cascalhamento e compactação de ruas.

O Projeto Bairro Feliz vem sendo executado pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), que mobiliza todos os seus departamentos para atuação firme numa localidade da cidade durante todo o dia até as 17 horas.

Por intermédio da Superintendência de Serviços Públicos, homens e máquinas farão a manutenção viária, com a compactação do solo. Além destes serviços, a comunidade contará ainda com a presença da equipe de campo da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA) para promover, se necessário, possíveis reparos nas redes de água e esgotamento sanitário.

Segundo a secretária de Infraestrutura e Urbanismo, Sônia Fontes, a exemplo do que foi desenvolvido nos bairros de Nova Ferradas e Nova Esperança, no 1º dia de abril, a Prefeitura quer estar mais próxima das comunidades para atender as necessidades das pessoas. Em um único dia, são atendidas diversas demandas apresentadas na área de infraestrutura.

“Porém, já estamos fomentando a possibilidade da participação outras secretarias municipais, visando ampliar o leque de serviços públicos oferecidos às comunidades, através do Projeto Bairro Feliz”, finalizou a secretária.

Mulher denuncia omissão de socorro do Samu após 4h de trabalho de parto; bebê morreu


Imagem da TV Santa Cruz.

Uma mulher denuncia a omissão de socorro por parte do Serviço Móvel de Urgência (Samu) na cidade de Ilhéus, sul da Bahia. Rebeca Batista Duarte conta que ficou cerca de quatro horas em trabalho de parto, nesta segunda-feira (10), enquanto aguardava a chegada de uma unidade. Após a espera, o bebê morreu. A Polícia Civil investiga o caso.

Segundo relatos de Nelson da Silva Santos, pai do bebê, Rebeca teria entrado em trabalho de parto por volta de 0h. A criança nasceu às 4h e a unidade do Samu chegou às 5h30. O bebê foi encaminhado ao hospital, mas já estava sem vida.

O Samu foi solicitado porque Rebeca mora no bairro Novo Ilhéus, uma região considerada de difícil acesso, segundo Nelson. Entretanto, a médica teria rejeitado a ligação e dito que não enviaria uma unidade porque o caso não seria de competência do Samu.

”Ela disse que o Samu tem coisas mais urgentes para resolver”.

Assim como Nelson, Rebeca relatou o tratamento recebido pela responsável no atendimento da solicitação. A médica teria dito que o Samu não pode buscar pessoas em trabalho de parto.

A família registrou um Boletim de Ocorrência do caso e aguarda a liberação do corpo da criança. Rebeca Duarte foi encaminhada para o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio.

”Estamos aqui esperando por uma criança há oito meses, dentro da barriga, para chegar no hospital e a doutora falar que meu filho já chegou lá sem vida”, disse Rebeca.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que apura a denúncia e que nos dados da ficha de regulação médica consta que na primeira ligação da gestante para o Samu foi informado que a ambulância avançada não estava disponível no momento. A ficha traz ainda a informação de que a família teria sido orientada a ir para um hospital por meios próprios.

Também na nota, a SMS diz que não houve mais ligações até as 5h, momento em que Rebeca informou ao Samu sobre o nascimento da criança. Na ocasião, foi enviada a ambulância básica já que a unidade avançada atendia outra ocorrência.

A TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, tentou marcar uma entrevista com um representante do Samu, mas foi informada que não haveria ninguém disponível nesta segunda-feira.

Clique aqui e assista a reportagem da TV Santa Cruz.

 

Pix bate recorde e supera 120 milhões de transações em um dia


Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última quinta-feira (6). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 120 milhões de transações em 24 horas.

Somente no último dia 6, foram feitas 122,4 milhões de transferências via Pix para usuários finais. A alta demanda não comprometeu o funcionamento da funcionalidade. Segundo o BC, os sistemas funcionaram com estabilidade ao longo de todo o dia.

O recorde anterior tinha sido registrado em 20 de dezembro, com 104,1 milhões de transações num único dia. Naquela data, tinha acabado o prazo de pagamento da segunda parcela do décimo terceiro.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 146,4 milhões de usuários, dos quais 134,8 milhões pessoas físicas e 11,6 milhões pessoas jurídicas. Em setembro de 2022, o sistema superou a marca de R$ 1 trilhão movimentados por mês.

Homem morre em confronto com policiais em operação


Um homem morreu durante a segunda fase da operação “Terra Protegida”, deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (4), pela Polícia Federal (PF), em pontos distintos de Salvador.

A ação teve como objetivo identificar integrantes de uma organização criminosa responsável por um ataque a uma agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Terra Nova, distante cerca de 75 quilômetros da capital.

Divididas, as equipes seguiram para os bairros de São Cristóvão e Tancredo Neves, para o suporte no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. Já no bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário, um dos investigados foi encontrado e entrou em confronto com os policiais.

O confronto aconteceu no bairro de Periperi, que fica no subúrbio. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que apoiou a ação, o investigado, que não teve a identidade revelada, tinha um mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas.

Brasil chega à marca de 700 mil mortes por covid-19


Foto de Alex Pazuelo/ secom Prefeitura de Manaus.

O Brasil alcançou nesta terça-feira (28) a marca de 700 mil mortes causadas pela covid-19, informou o Ministério da Saúde. No último dia 11 de março, a pandemia completou três anos e deixou muitos impactos na vida dos sobreviventes e daqueles que perderam alguém para a doença.

Em comunicado, o Ministério da Saúde destacou que a vacinação é a principal forma de combater a crise sanitária e proteger contra casos graves e óbitos causados pela doença.

“Aumentar as coberturas vacinais contra a Covid-19 é prioridade do Ministério da Saúde, que lançou o Movimento Nacional pela Vacinação no fim de fevereiro. Até agora, mais de 6 milhões de doses de reforço bivalentes já foram aplicadas. No entanto, é importante ressaltar que os grupos prioritários devem procurar uma unidade de saúde”, destacou a pasta.

Todas os integrantes dos grupos prioritários podem receber o reforço com a vacina bivalente contra a covid-19. A dose oferece proteção contra a variante original do vírus causador da covid-19 e contra as cepas que surgiram posteriormente, incluindo a Ômicron, variante de preocupação no momento.

Podem se vacinar contra a covid-19 com a dose bivalente os idosos de 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade, gestantes e puérperas e trabalhadores da saúde.

A vacina também está disponível para adolescentes a partir dos 12 anos e adultos dentro dos grupos prioritários: pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; imunocomprometidos; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; e pessoas com deficiência permanente.

Para receber o imunizante, é preciso ter completado o esquema primário com as vacinas monovalentes e respeitar um prazo mínimo de quatro meses desde a última dose recebida. O Ministério da Saúde reforça que tanto as vacinas monovalentes quanto as bivalentes têm segurança comprovada e são igualmente eficazes na proteção contra o coronavírus.

“Quem ainda não completou o ciclo vacinal ou está com alguma dose em atraso pode procurar uma unidade de saúde para se vacinar, mesmo que não esteja no grupo prioritário. Para todas as estratégias de vacinação propostas, o comprometimento e união da sociedade serão essenciais para que as campanhas tenham efeito”, destacou o ministério.

Evangélicos sob Lula querem distância da esquerda e torcem por Bolsonaro ‘Fênix’


Presidente Lula – Evaristo Sá/AFP.

Após uma ruidosa participação na campanha eleitoral, em que até mentiu sobre uma intimação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que nunca existiu, o pastor André Valadão baixou o tom por um tempo. O entusiasmo por Jair Bolsonaro (PL) desbotou em suas redes sociais.

Valadão chegou a se dizer decepcionado com a letargia do aliado após a derrota para Lula (PT), semanas antes da viagem para os EUA que Bolsonaro fez no epílogo do seu mandato, e da qual ainda não retornou.

Em fevereiro, um seguidor quis saber no Instagram: “O senhor batizaria o Lula?”. Líder na Igreja Batista da Lagoinha, baseado na mesma Flórida onde por ora reside o ex-presidente, ele respondeu que sim. “Mas deixa uns 30 segundos ali debaixo d’água para dar uma limpada com força, né?”

Ambígua o bastante para mesclar apologia de violência e proposta evangelizadora, a reação ressuscitou algo nas entranhas do bolsonarismo. A quem se perguntava se o triunfo lulista marcaria a volta de uma velha disposição fisiológica no segmento, o chiste mostrou que não é bem assim. O persistente mau humor nas igrejas com a esquerda pode sinalizar um ponto de não retorno nessa relação.

Ainda que permaneça certo desânimo com o que é visto como apatia de Bolsonaro nesses primeiros meses fora do cargo, o discurso antipetista ainda alvoraça púlpitos.

Silas Malafaia foi um dos que foi a público criticar o amigo. Mas a mão que apedreja também afaga. “Sou aliado, não alienado. Não tenho Bolsonaro como ídolo. Sei que ele tem defeitos, que tem erros, mas põe na balança o que ele fez nos quatro anos de governo. Ele tem muito mais crédito.”

E o ex-mandatário conseguiu uma façanha, diz o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. “É uma coisa rara: o cara é derrotado e continua com maioria absoluta no segmento.”

Malafaia, assim como Valadão, costuma se posicionar com mais belicosidade do que outros colegas, é verdade. Como também é fato que alguns líderes ensaiaram uma trégua. O bispo Edir Macedo, por exemplo, logo depois da eleição falou em perdoar Lula, eleito “por vontade de Deus”. As pancadas que o jornal da sua igreja, o Folha Universal, vinha dando na esquerda também murcharam.

Mas “espaços viáveis de conciliação” estão fora do horizonte, afirma o sociólogo Ricardo Mariano, que pesquisa a ascensão evangélica. “A aliança com Bolsonaro robusteceu a radicalização política de grande parte das lideranças, e isso intensificou a oposição ao PT.”

Para a cientista política Ana Carolina Evangelista, diretora-executiva do Instituto de Estudos da Religião, pastores bolsonaristas podem até estar “mais calados sobre o apoio a um ex-presidente que saiu do país e nunca mais voltou”, mas não silenciaram suas desaprovações a Lula. “Esse elemento é novo. Nas gestões anteriores do PT, a vocalização dessas críticas arrefecia assim que os governos eram eleitos.”

Bater em candidaturas tidas como progressistas não é nenhuma novidade. O próprio Lula apanhou um bocado no passado. A Universal de Edir Macedo o comparava ao diabo em 1989. Em 1994, colocou-o na capa de seu jornal e legendou: “Sem ordem e sem progresso”.

Tão logo o petista chegou ao Palácio do Planalto, em 2003, vários líderes suspenderam a beligerância e abraçaram o PT, cortesia que se estendeu ao governo Dilma Rousseff. Entre os fatores que colaboraram para o desgaste dessa relação estavam a iminência da perda de poder, na medida em que o impeachment de Dilma se avizinhava, e também o avanço da agenda identitária.

É preciso considerar que o bolsonarismo se retroalimentou desse fenômeno relativamente novo, diz Mariano.

“As disputas morais ganharam relevo nas últimas duas décadas. Em resposta a movimentos feministas e LGBTQIA+, a reivindicações por igualdade de gênero e à aprovação, pelo STF, da união civil de pessoas de mesmo sexo e do aborto de anencéfalos, atores evangélicos radicalizaram seu ativismo político, sobretudo a partir do primeiro governo Dilma, em defesa da conformação do ordenamento jurídico a valores bíblicos.”

Deram assim uma contribuição e tanto para a avalanche de manifestações de direita que jorrariam nos anos seguintes, segundo o sociólogo. Bolsonaro pegou carona nesse Zeitgeist em formação, como ao difundir a falsa tese do “kit gay”.

Num primeiro momento, o retorno do lulismo pareceu desnortear a cúpula evangélica. Encontrar saídas honrosas para se aliar ao governante da vez costumava ser a praxe no meio. Bússolas para o batalhão de pequenos e médios pastores espalhados pelo país, líderes de envergadura nacional apostaram alto na reeleição de Bolsonaro. Ele perdeu, e eles se viram numa posição que lhes era pouco familiar: oposição.

Para Evangelista, o debate “é menos sobre como se mantém o bolsonarismo e mais sobre como, e se se mantém, o antiesquerdismo”. Pastores, afinal, pautam a base, mas também são pautados por ela. Fica insustentável persistir no discurso do medo se lá na ponta os fiéis estão vendo melhoras reais no dia a dia.

“Que políticas deste governo também estão a serviço dessa população e melhoram concretamente suas condições de vida como trabalhadores, mães de família, jovens inseridos nas universidades e no mercado de trabalho? Independentemente de serem evangélicos.”

Chegamos então a um impasse. Ainda não há qualquer sinal à vista de que o PT vai conseguir reaver a parceria com as igrejas. Já Bolsonaro ainda é um farol, mas sua moral no segmento caiu no último trimestre.

A Casa Galileia, que monitora redes sociais evangélicas, notou essa retração, diz seu assessor de campanhas, o antropólogo Flávio Conrado.

Os acampamentos em frente a quartéis, que por fim desembocaram nos ataques golpistas de 8 de janeiro, afugentaram parcela dos crentes.

“Alguns já disseram ali ‘perdemos’ e vamos então orar pelo Lula, botar a viola no saco e lidar com a perda. A candidatura de Bolsonaro foi trabalhada como a luta do bem contra o mal, e a derrota causou grande frustração entre os fiéis.”

A partida para os EUA, contudo, deixou um vácuo no conservadorismo, afirma Conrado. “Me parece ter uma rearrumação desse campo, esse refluxo. Ele vai continuar sendo a liderança da extrema direita?”

O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), que chegou a posar com petistas e dizer que a omissão do ex-presidente nos últimos tempos “beira a covardia”, é um bom exemplo desse pêndulo entre pragmatismo político e óbice ideológico.

“Sem dúvida alguma”, diz o membro da bancada evangélica, Bolsonaro ainda é o grande nome para 2026 nos templos. “Ele tem a capacidade da Fênix. Quando todos apostam que agora já era, ele consegue ressurgir. As críticas que ele sofreu, e inclusive fiz parte de algumas delas, não são fator de ruptura.”

Retomar uma acomodação com progressistas lhe parece algo improvável, diz. “Antes você não tinha muito bem a compreensão entre direita e esquerda. Com a voz dissonante do bolsonarismo, passou-a se ter a real clareza do que é uma e do que é outra. Por isso acho muito difícil que o lulismo consiga fazer dentro da igreja o que Bolsonaro fez. Era necessário que o PT morresse e ressuscitasse com nova roupagem ideológica.”

“Em futuras eleições, continuaremos sendo guiados pelos mesmos princípios que nos trouxeram até aqui, ou seja, mais à direita”, afirma o bispo Eduardo Bravo, à frente da Unigrejas, braço da Universal.

Esse nome pode ser Bolsonaro, mas não necessariamente. “Para mim, pessoalmente, mito somente o Senhor Jesus.”

Enquanto isso, o efeito rebote vem a mil. Daí o fortalecimento de pautas como o preconceito visto no deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou uma peruca para zombar as trans no Dia da Mulher, e no reforço transfóbico do também evangélico senador Magno Malta (PL-ES). Em evento com Michelle Bolsonaro, ele disse que homens nunca terão útero, ataque patente à mulher trans.

Valadão, o pastor que sugeriu deixar Lula um tempinho sob a água para batizá-lo, embarcou na mesma onda. Postou uma montagem da “picanha trans”, que “nasceu coxão duro, mas se sente picanha”.

“Tá desse jeito”, comentou. O futuro do bolsonarismo entre evangélicos está nas mãos de líderes como ele.

Informações de A na Virginia Balloussier/Folhapress

Diálogo x Compreensão


Artigo do Professor Sebastião Maciel Costa.

Não mais que de repente, nos vem à mente um recorte das “histórias” e quem os animais nos ensinam os caminhos da boa convivência.  Nessa linha de raciocínio, vivia em um mesmo espaço, uma cobra veloz e perigosa para quantos pudessem ouvir falar de si.

Pela sua natureza, seu habitat natural era uma floresta onde só animais se permitiam viver. Em um outro plano, mas na mesma região, vivia um robusto vaga-lume que distribuía luz na escuridão do seu espaço. Era uma figura rara na sua espécie: brilhava por si mesmo, circulava livremente por onde lhe conviesse. (Vaga-lume = luz que vaga ).  Assim, o tempo foi passando e, não mais que de repente, ele passou a ser perseguido pela já referida cobra.

Eram duas espécies de grande importância para aquele habitat sagrado pelo reino animal. Pela natureza de cada um dos personagens havia uma grande distância: asco, força, veneno, coragem, audácia e velocidade, era o perfil da cobra; leveza, luz, elegância e pequenez era o status do vaga-lume. Dois mundos, duas realidades, um mesmo destino: contracenar para uma lição de vida. Ora, o vaga-lume, mal anoitecia, ele se tornava brilhante, vistoso, chamando a atenção de todos.

Mas como nem tudo são flores, repentinamente, a cobra passou a persegui-lo de forma abrupta e incansável. O vaga-lume precisava se refugiar, não se sabe onde,  mas era uma questão de sobrevivência . Anoitecia, o vaga-lume aparecia, a perseguição começava, por uma noite, duas noites, três noites… numa perseguição sem sim fim e, sem perspectivas, o nobre e frágil vaga-lume já não mais tinha o que fazer. Escondia-se, piscava, mas era visto em todos os pontos da escura floresta.

Pelo seu turno a cobra estava cada vez mais furiosa, cada vez mais próxima do seu intento: aproximar-se do vaga-lume que fugia como “o diabo foge da cruz”, com sucesso, na primeira noite, nem tanto na segunda, nenhum sucesso na terceira noite, que mais parecia uma eternidade. Numa curva fechada na clareira, a serpente esperou e “creu”: alcançou o trêmulo vaga-lume que se deu por vencido. Era o fim…  O vagalume, sabendo-se no fim da linha, encheu-se de coragem e pediu à cobra um momento de reflexão. Ele sabia que a cobra não teria piedade, mas como não restavam muitas chances, tentar uma saída para entender a situação era o que estava ao seu alcance: – Sei que não tenho nenhuma chance com a senhora, mas antes de me devorar, posso lhe fazer três perguntas? Encantada com a coragem do pequeno inseto, a serpente relaxou um pouco e disse: esteja à vontade. Primeira pergunta:  – Eu, por acaso, pertenço à sua cadeia alimentar? A serpente, encantada com a simplicidade do vaga-lume, prontamente respondeu: – Não.

Segunda pergunta: -Eu lhe fiz algum mal? A serpente disfarçando a curiosidade, respondeu: – Não. Vai, então, a terceira e última pergunta:

– Se eu não pertenço à tua cadeia alimentar, nunca te fiz algum mal, então, por que você quer acabar comigo, por que precisa me destruir, por que eu não tenho o direito de viver livremente aqui na floresta que é meu único espaço para viver? E a serpente responde:

-Mas eu não quero te devorar, não tenho te perseguido, pelo contrário, tenho te seguido, veja: seguido, não perseguido. Tenho estado, como que hipnotizada pela tua luz, pelo teu brilho, pela clareza que tu irradias quando passa em qualquer espaço desta imensa floresta…fecha-se o recorte, não se comenta a reação do vaga-lume, nem  a surpresa da serpente.

O tempo passou e surge a dúvida: a serpente seguia o vaga-lume, porque estava encantada pela sua luz, ou por que não aceitava a ideia de vê-lo brilhar? Era um encantamento natural ou uma inveja pelo seu brilho? Era vontade de com ele aprender, ou destruí-lo para não ser vista em segundo plano, ou melhor, não ser vista, pois não tinha “luz própria?

No plano real, entre as pessoas, a cada dia se configura um quadro muito complexo no tocante à convivência pacífica entre os seres humanos, independente de classes sociais ou nível de informação. Um despretensioso card é publicado com um recorte deveras impactante, quando parece que se chegou a uma encruzilhada, quanto aos rumos que a humanidade vem produzindo ao longo dos últimos tempos, em todos os campos das relações sociais. “Seria o diálogo a chave de tudo, ou seria a compreensão? Você pode explicar tudo, utilizar os melhores argumentos, enumerar todas as suas razões, se o outro não entender, já era”.

Abre-se a discussão diálogo x compreensão

E essa foi, certamente, a intenção da autora da máxima: levantar hipóteses sobre o nosso comportamento nos dias e hoje, onde os ruídos da comunicação têm trazido sérios prejuízos às relações sociais em todos os níveis, com gravas problemas que comprometem a qualidade de vida.

Ninguém se entende, ninguém entende, nada se explica, tudo se complica em nome de uma sociedade 4D. É comum acreditarmos que sabemos tudo sobre nós mesmos, nossas ações e que estamos agindo sempre da forma correta, afinal, “o inferno são os outros” ,trazendo a reflexão de que muitas vezes nem percebemos o quanto negligenciamos os nossos próprios equívocos e, ainda por cima, os projetamos no outro a “culpa” por tudo.

É da natureza humana não querer errar, ou não mostrar fraquezas, ou até mesmo, transferi-las para o outro, ou situação, para justificar o inadequado, ou que pode ser julgado errado. Em todos os tempos e sociedades, em tribos, até grupos de trabalho, escola, convívio familiar, prevalece a necessidade de cristalizar a nossa reputação: ninguém quer ser identificado como o mais fraco, inábil ou menos importante, do grupo. Decorrente dessa falta de “entendimento” entre o que se diz e o que se entende, ficam, cada mais raquíticas as possiblidades de relações sociais saudáveis para uma qualidade de vida reconhecidamente favorável à nossa existência como pessoas que vivem em um universo de inteligência artificial sem ter administrado ao inteligência humana.

Na prática, quando nos arvoramos em apontar uma falha do outro, chamamos a atenção de todos para o fato de que o erro é algo pesado, incabível e injustificável; quando a falha é nossa, não estamos aptos a trabalhar a oportunidade de aprendermos com os próprios erros e, que “errar”, faz parte do processo de crescimento e aprendizado. Onde erramos, onde erram, onde está o erro, qual o erro… a comunicação é truncada, o diálogo prejudicado, a compreensão é sacrificada, o ser humano é reduzido à ignorância que nos propõe negar todos e quaisquer avanços nos mais variados campos da conquista humana: sem compreensão, não há diálogos, sem esses, não há confiança, garantia de estabilidade e qualidade de vida.

Quando não assumimos falhas e não nos responsabilizamos pelos atos, estamos perdendo a chance de “consertar” aquele equívoco e evoluirmos para melhores níveis / situações / condições.

Retomando o impasse criado entre cobra e o vaga-lume, onde foi estrangulado o diálogo e em que bases fica a compreensão? Põe-se em dúvida a eficácia de qual dos dois valores tão decantados pelas sociedades ditas modernas, tecnológicas, avançadas a ponto de se sentirem no topo da pirâmide do conhecimento neste século. Vivemos em um mundo de três dimensões: altura, largura e profundidade. Muitos dizem que o tempo é a quarta dimensão. No raciocínio mais elementar para a busca de solução entre o diálogo e a compreensão, atrever-nos-íamos a declarar que a quarta dimensão é o saldo entre o que foi dito e o que foi compreendido, já que no chamado “mundo 4D” reforça-se a ideia de que não existem erros, mas testes,  que nos apresentam diversas versões na produção de  uma mesmo fato, de uma mesma tarefa.

Seria a oportunidade de acreditar-se que não importa se houve erro, o mais importante é encontrar soluções para que se obtenham os melhores resultados possíveis para determinada situação e para isso precisamos encontrar onde foi que erramos, ou confundimos, ou não entendemos.

Conhecer os nossos limites é fundamental para que saibamos até onde podemos projetar os nossos próximos atos, com erros ou acertos, mas acima de tudo, com plena compreensão dos fatos, da vida e perspectivas de um futuro, quando nada, com qualidade de vida.

→Artigo do Professor Sebastião Maciel Costa.

Plano Estratégico Ferroviário da Bahia é entregue ao PPI do Governo Federal


Presente em Brasília para participar do Fórum Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento, o secretário baiano, Cláudio Peixoto, acompanhado pelo superintende de Planejamento Estratégico da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), Ranieri Muricy, teve um encontro, na última quinta-feira (16), com o secretário especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do Governo Federal, Marcus Cavalcanti, quando foi entregue o Plano Estratégico Ferroviário da Bahia.

Resultado de um estudo contratado junto à Fundação Dom Cabral, o Plano Ferroviário da Bahia é uma iniciativa conjunta realizada pela Seplan e a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral. O principal desafio apontado pelo plano, que foi tema de um evento promovido pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), no último mês de fevereiro, é a necessidade de aumentar a competitividade do setor mineral baiano, o terceiro maior produtor de minérios do país, a partir da superação dos entraves existentes na logística de transporte.

Para o secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto, com a posse do novo governo federal e as chegadas do ministro Rui Costa na Casa Civil e do secretário Marcus Cavalcanti no PPI, a Bahia volta a ter relevância no cenário nacional. “Estamos atualizando os nossos instrumentos de planejamento de longo e médio prazo, que são o PDI – Plano de Desenvolvimento Integrado Bahia 2035 e o PPA – Plano Plurianual de Investimentos (2024-2027) e este alinhamento de pautas e projetos com o Governo Federal é fundamental, especialmente, na área da infraestrutura ferroviária e demais modais de transporte para o desenvolvimento da economia baiana, tornando-a mais competitiva e, portanto, atrativa para os investidores”.

Entre as propostas sinalizadas, destaque para a criação de novos ramais ferroviários e a implantação da carga geral, que permite a circulação de diversos tipos de mercadorias, a exemplo de produtos manufaturados, combustíveis, alimentos e bebidas processados e outros produtos com maior valor agregado. Além da necessidade de construção e reforma da malha ferroviária existente para que o estado siga o padrão utilizado em grande parte do país, facilitando o deslocamento das cargas entre ramais ferroviários distintos.

“Recebi com satisfação das mãos do Secretário Cláudio Peixoto o Plano Estratégico Ferroviário. Este documento vai fomentar novas oportunidades para a infraestrutura ferroviária da Bahia e trazer desenvolvimento para o Estado. A equipe técnica do Programa de Parcerias de Investimentos vai avaliar o documento, que acredito que certamente trará novas propostas e arranjos de estruturação de projetos que podem nos auxiliar em nível nacional”, declarou o Secretário Especial Marcus Cavalcanti.

Prefeituras de Itabuna e Floresta Azul discutem ações do Serviço de Inspeção Municipal


A Prefeitura de Itabuna participou da reunião para direcionamento das diretrizes de implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Itabuna e Floresta Azul, através da Lei e Decreto Municipal pelo Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul (CDS-LS).

Como pauta desse encontro, foram abordados temas como dificuldades das Secretarias de Agriculturas para mapear as produções irregulares de produtos de origem animal e vegetal e dos produtores para se adequarem aos parâmetros legais e receberem a certificação; estratégias de viabilização da certificação dos produtos.

Ainda, a conscientização dos consumidores a respeito dos produtos inspecionados e não inspecionados e parceria com a Vigilância Sanitária (VISA) municipal para auxiliar na fiscalização.

Estiveram presentes na reunião representando a Prefeitura de Itabuna estavam presentes o médico veterinário e diretor do SIM, Jonathas Barros e a médica veterinária e coordenadora do CDS-LS, Ione Ferreira.

Já a equipe de Floresta Azul foi representada pelo secretário de Agricultura, Lucas Sodré, o engenheiro ambiental Nilson Pardinho, o técnico agrícola Raimundo Salustiano e a coordenadora da Vigilância Sanitária, Lohara Cardoso.

Desde o início de sua gestão, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD) tem reforçado a importância do apoio ao pequeno produtor e ao agricultor familiar que têm muito potencial para se fortalecer ainda mais com reflexos positivos na economia do município e da região-