O QUE FAZER COM A ORLA DA AVENIDA SOARES LOPES?


Por José Nazal

Imagem 1. Vista parcial da orla da Avenida Soares Lopes. Fonte: José Nazal (2020).

O dia de ontem, 1º de abril, consagrado e conhecido como o “Dia da Trola”, da “Pegadinha”, da “Lorota”, enfim, o “Dia da Mentira já faz parte do folclore nacional. Não se trata da mentira ofensiva, caluniosa, a que maltrata, e sim, como dizia o saudoso Mestre Suassuna, da mentira lírica, mentira com arte que deve ser cultivada.

No amanhecer de ontem, foi divulgada uma notícia que parecia ser um 1º de abril. Eu desejei que fosse, mas não era. Uma placa colocada, possivelmente no final do dia anterior, dava conta de que a Promotoria de Justiça Regional de Ilhéus pretende construir sua sede num trecho da orla acrescida na Avenida Soares Lopes, onde se pretendeu em 2021 construir o novo prédio do Fórum do Tribunal de Justiça da Bahia, cuja doação foi autorizada pela Lei nº 4.126, de 17/09/2021, e que a ementa anunciava: “Autoriza a doação dos Direitos Reais de Uso de Imóvel Público ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, em área de domínio do município”. Aqui faço o primeiro questionamento: é de domínio do município o trecho que era alcançado pelo Oceano Atlântico, onde eu e muitas outras pessoas que estão na faixa de 70 anos tomávamos banho de mar? Aos que não creem que o mar “lambia” a avenida, pesquisem fotos que comprovam e analisem se é verdade.

Depois da notícia espalhada rapidamente pelas redes sociais, o bombardeio foi forte e, em absoluta maioria, as opiniões foram contra a proposta. Dentre as que tive acesso, uma especialmente me chamou atenção: no perfil do Instagram da Revista Folha da Praia (@folhadapraiaoficial) está anotado que, ao ser provocado pelo veículo de comunicação, o Ministério Publico do Estado da Bahia (MPBA) respondeu que “[…] não há nenhuma ilegalidade ou irregularidade na futura sede da Promotoria Regional de Ilhéus” e que “[…] o terreno destinado à construção da nova sede pertence à União, e sua demarcação foi devidamente autorizada pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU) no último dia 20 de março. A autorização aconteceu após um processo de consulta iniciado em 2024 […]”. “Além disso o MPBA afirmou que todos os requisitos ambientais e urbanísticos serão atendidos durante a construção do novo edifício”.

Na minha opinião (que só vale para mim), o problema está resolvido: não será construído o novo edifício. Ora, se o MPBA afirma que respeitará a legislação urbanística e ambiental – e acredito realmente que esse respeito ocorrerá –, a equipe de arquitetura e engenharia do Parquet não terá como se basear na elaboração do projeto.

Explico o fundamento da minha opinião: a área pretendida é indicada como Zona de Especial Interesse Ambiental (ZEIA) pelo Plano Diretor Municipal vigente, pela Lei 3265/06 (vide Imagem 2), e em razão disso ficou fora do zoneamento urbano definido pela Lei de Uso e Ocupação do Solo, pela Lei 3746/15, com alterações subsequentes (vide Imagem 3).

Imagem 2. Fonte: PMI(2023)-Lei 3265/06.

 

Imagem 3. Fonte: PMI(2023)-Lei 3746/15

Resumindo, além de ser área ambiental, para o trecho não há parâmetros urbanísticos, como: permissões de uso; altura do prédio, recuos laterais, frontais e de fundos; coeficiente de ocupação; taxa de ocupação etc. As duas zonas vizinhas ao trecho são as ZC-23 e ZC25.

Face à minha opinião, afirmo aqui que continuo acreditando nos Ministérios Públicos e desejo continuar crendo e esperando. Na placa colocada pelo MPBA na avenida há uma legenda da qual gostei: “Guardião da Cidadania” (vide Imagem 4). Penso que assim deve ser e por isso creio que haverá uma reflexão entre os que verdadeiramente guardam nossa cidadania, de modo que percebam o erro histórico e ambiental que será cometido, caso a obra seja realizada.

Imagem 4. Foto da placa. Fonte: José Nazal (2025).

Proponho ainda uma questão: considerando o relevante e indispensável papel do MPBA, que por iniciativa própria ou por acionamento do(s) cidadão(s) deve agir na defesa dos direitos constitucionais e legais previstos, que deve atuar na defesa do patrimônio público, que deve observar e fiscalizar nosso cumprimento legal da probidade administrativa do Poder Público, que mensagem essa intervenção pode deixar à nossa sociedade? Rogando todas as vênias, com todo o meu respeito, é o que reflito.

Nosso chão completará daqui a nove anos, 500 anos da fundação da Capitania e, daqui a seis anos, 150 anos de Cidadania, de elevação à cidade. O que as cidadãs e cidadãos de nossa cidade pensam sobre isso? Que lugar queremos nos 500 Anos?

Ilhéus é uma cidade ímpar. Temos o privilégio de contar com a elaboração de cinco Planos Diretores Urbanos, o primeiro em 1933 e o segundo em 1938, ambos iniciativas do então prefeito Eusínio Lavigne. Infelizmente, pouco observados. O terceiro, de 1969, foi financiado pelo SERPHAU/BNH, contratado pelo prefeito Nerival de Souza Barros. O quarto é de 1979, na primeira gestão de Antônio Olímpio. O quinto e ainda vigente é de 2006, que aprovado em lei, foi sancionada pelo então prefeito Valderico Reis. Desde 2022, esse documento vem sendo revisado.

A revisão do Plano Diretor trará, se aprovado pela população e pelos legisladores, a confirmação do interesse ambiental da orla, cuja previsão também está anotada no Projeto Orla, elaborado e aprovado à época da gestão do então prefeito Valderico Reis. Portanto, em sã consciência, quem pode aceitar uma alteração desse porte, tendo um Plano Diretor vigente que a impede e que ainda está sendo avaliado?

Além do acima exposto, a área em questão já tem uma concessão de uso feita à Companhia Docas do Estado da Bahia, para ampliação da área on shore do porto (Imagem 5). Assim como essa área pretendida, encontra-se dentro da Linha de Preamar Média (LPM) definida pelo Decreto-Lei nº 9.760, de 1946 (Imagem 6).

Imagem 5. Fonte: PMI(2023).

 

Imagem 6. Fonte: PMI(2023); MPO/SPU.

Há mais de uma década defendo a escolha para um local onde possa ser construído o Centro Administrativo do Município, a ser planejado para que seja edificado em tempos políticos de estado e não de governo. Nesse Centro Administrativo poderiam estar os órgãos públicos dos três poderes. Sendo assim, a polêmica da construção do novo Fórum não teria ocorrido.

Afinal, o que queremos para a orla? O que queremos para a cidade? Há informações circulando de que a Polícia Federal está requerendo ou já requereu também um espaço para construção de nova sede; também seria na orla da Avenida? Teremos uma área com um complexo turístico, gastronômico, esportivo e de lazer bem planejada ou teremos “puxadinhos”? Já deixamos de ter em nossa orla um parque com a assinatura de um dos mais renomados paisagistas brasileiros, Roberto Burle Marx.

Ilhéus precisa de gente que pense, mas que pense de forma coletiva, pois há 491 anos vivemos de puxadinhos, maltratando nosso chão todos os dias. Ilhéus é forte, ultrapassou e ultrapassará ainda várias gerações.

Desculpem a rudeza de minhas palavras, mas, se esses projetos forem liberados, penso que devia também ser liberado área para construção do pretendido novo presídio e, o que sobrar, faça-se um leilão para que as construtoras ergam belos edifícios, construindo uma parede em nossa orla.

Durante toda minha vida, sempre procurei exercitar a cidadania, tendo consciência de que tentei, inclusive representando perante os Ministérios Públicos Estadual e Federal, quando vi situações que entendi serem injustas, e, mesmo as vezes em que não houve resposta ou sucesso, na certeza de cumprir o meu papel.

Mais uma vez venho a público reclamar e, se der resultado positivo: ótimo. Se não der, seguirei com a mente liberta pela certeza de que fiz minha parte. Desejo que os “Guardiões da Cidadania” despertem e guardem a lei. Se não guardarem, a quem recorrer?

Salve Ilhéus, a “Terra do Sem Fim”!

Obra polêmica em Ilhéus: O povo diz NÃO, o poder diz ‘TÁ CONSTRUÍDO!’


*Artigo de Jamesson Araújo

Foto de Jamesson Araújo/ Blog Agravo.

Ah, a Avenida Soares Lopes! Um cartão-postal tão desejado, tão debatido, tão… abandonado. Enquanto a população sonha com calçadões, paisagismo e lazer à beira-mar, o que ela ganha? Um belo e imponente prédio do Ministério Público, é claro! Porque nada diz “revitalização” como concreto sobre área verde, não é mesmo?

Mas, calma, a decisão foi democrática! (Desde que você ignore que toda a população deixou de ser ouvida e participar do debate). A Prefeitura, a Câmara e o próprio MP estão em silêncio — o que, convenhamos, é no mínimo vexatório. Afinal, para que diálogo com a sociedade se você pode simplesmente impor sua vontade com acordos entre os todo-poderosos.

E que bela contradição: a mesma restinga que impede o Executivo de fazer qualquer intervenção na área deixa magicamente de ser problema quando o MP/BA resolve erguer sua nova sede. Cavalos pastando? Matagal? Tudo perfeito, desde que ninguém ouse propor um parque ou um espaço de lazer. Mas um prédio gigante? Ah, esse não afeta o ecossistema.

E não podemos esquecer o clássico do poder público ilheense: prédios abandonados aos montes, mas a solução é sempre ocupar espaços que deveriam ser dos cidadãos. Porque, convenhamos, quem precisa de área de lazer quando se pode ter mais burocracia em um local privilegiado?

Assim segue Ilhéus, eternamente sabotando seu próprio potencial turístico. Os poderes se revezam no papel de vilão, e a população assiste, de mãos atadas, enquanto mais um pedaço da cidade vira vítima do “eu mando, eu faço”.

Revitalização? Aqui o que avança é o patrimônio do Estado… e o retrocesso da cidade.

Confira o vídeo feito pelo Blog Agravo e participe da nossa ENQUETE:

*Jamesson Araújo é jornalista do Blog Agravo e integrante do Podcast Super Blogs.

Mutirão da Mulher ofereceu centenas de atendimentos na Faculdade de Ilhéus


O Mutirão da Mulher, ocorrido no sábado, 29 de março, na sede da Faculdade de Ilhéus, promoveu centenas de atendimentos gratuitos com a oferta de serviços, atividades e capacitação profissional. O evento foi idealizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de Ilhéus, em parceria com as Faculdades de Ilhéus e Madre Thaís, e contou com o apoio da Secretaria de Saúde.

Entre os serviços disponibilizados, houve atendimento jurídico realizado pelo Núcleo de Prática Jurídica (NUPRAJ), plantão psicológico pela Clínica-Escola de Psicologia e procedimentos odontológicos executados nas Clínicas de Odontologia, totalizando cerca de 130 atendimentos. Vale ressaltar que esses setores da Faculdade de Ilhéus atendem à população durante todo o ano letivo.

O evento desenvolveu também ações no âmbito dos cursos da área da saúde, com a realização e orientação de testes rápidos para Sífilis, HIV e Hepatite B e C. Foram fornecidas orientações sobre o câncer de colo de útero, assim como a oferta de tipagem sanguínea realizada por acadêmicos e docentes dos cursos de Farmácia e Biomedicina, com cerca de 100 atendimentos.

A equipe do curso de Fisioterapia prestou 140 atendimentos, oferecendo serviços como técnicas de liberação miofascial, exercícios preventivos de lesões articulares dos membros inferiores e tratamento da dor, oficina de ginástica íntima e bem-estar sexual, avaliação facial e estratégias de autocuidado ( Skin Care), saúde do coração da mulher, empoderamento feminino para alavancar negócios e alongamentos para mulheres. Além disso, os estudantes confeccionaram e distribuíram o calendário anual do Ministério da Saúde sobre ações educativas de prevenção a inúmeras doenças.

No campo da Nutrição, cerca de 100 atendimentos de Avaliação Nutricional foram realizados, abrangendo bioimpedância, diagnósticos e orientação nutricional para participantes com idades entre 18 e 73 anos. A área de Enfermagem administrou 84 doses de vacinas e aferiu pressão arterial e glicemia capilar, totalizando 108 atendimentos. Foram realizados ainda 48 exames preventivos e um questionário sobre a saúde mental das mulheres que buscaram o mutirão.
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O apoio da Secretaria de Saúde Municipal foi fundamental para a oferta de 30 consultas médicas e a realização de 65 ultrassonografias de mama ou transvaginal. Adicionalmente, os cursos de Gastronomia e de Estética e Cosmética promovem oficinas profissionalizantes específicas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Na área de Estética, foi oferecida uma capacitação em designer de sobrancelhas e automaquiagem. Já a Gastronomia ofereceu um workshop sobre Saúde da Mulher, com ênfase em sucos e chás medicinais, além de outra sobre empreendedorismo na gastronomia externa para mulheres em situação de vulnerabilidade.

O Mutirão da Mulher reafirma o compromisso da Prefeitura de Ilhéus e das instituições de ensino com a promoção da saúde, direitos e empoderamento feminino em nossa comunidade.

Sintepav-BA repudia demissões em massa e cobra transparência sobre rescisão de contrato na FIOL 1


O Sintepav-BA realizará, na quarta-feira (02), assembleia com os trabalhadores no canteiro de obras da FIOL em Uruçuca.

 

O Sintepav-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia) foi surpreendido, na manhã desta terça-feira (1º de abril), com a notícia, divulgada por veículos de comunicação, sobre a rescisão de contrato entre a Bahia Mineração (Bamin) e a empresa Prumo Engenharia, responsável pela construção do Trecho 1F da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), localizada em Uruçuca, no sul da Bahia. A decisão, divulgada por veículos de comunicação, aponta para a demissão em massa de centenas de trabalhadores — fato que consideramos inaceitável, especialmente diante da ausência de diálogo prévio com sindicato, que representa a categoria.

Diante da gravidade da situação, o Sintepav-BA realizará, na quarta-feira (02), uma assembleia com os trabalhadores no canteiro de obras da FIOL em Uruçuca, com o objetivo de esclarecer os fatos, ouvir a categoria e deliberar sobre os próximos passos diante deste cenário. O Sintepav-BA reforça que qualquer processo de desligamento coletivo deve, obrigatoriamente, passar por diálogo com o sindicato, conforme prevê a legislação trabalhista. A omissão de informações por parte da empresa, diante de um cenário tão grave, demonstra falta de responsabilidade social e institucional.

Além dos impactos diretos sobre a vida dos trabalhadores e de suas famílias, essa medida representa um verdadeiro golpe nas expectativas de desenvolvimento econômico da região sul da Bahia. A FIOL é um projeto estratégico para o Estado e para o país, e sua interrupção compromete empregos, renda e a esperança de crescimento de diversas comunidades.

Diante disso, o Sintepav-BA cobra uma resposta imediata do Governo do Estado da Bahia e do Governo Federal, para que se posicionem de forma clara sobre o futuro do empreendimento e garantam a proteção dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. Este não é um assunto de bastidores. É uma questão pública, que diz respeito à Bahia, aos trabalhadores e ao futuro de uma das obras mais importantes em curso no estado. Reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos da categoria e seguimos mobilizados para buscar soluções concretas, exigindo respeito, transparência e responsabilidade das empresas envolvidas.

Para Mais Informações:

Irailson Gazo – Presidente do Sintepav BA
71 99915-7406
Bebeto Galvão – Senador Suplente e Diretor do Sintepav BA
71 99914-6319
Valdeli Rosa – Scretário-Geral do Sintepav-BA
71 99907-6947

Sara Regina – Assessora de Comunicação Sintepav BA
71 99136-0643

Bamin paralisa obras da FIOL 1F e demite 300 trabalhadores


Obras da FIOL trecho 1F foram paralisadas. Foto arquivo/ secom Bahia.

A Bamin (Bahia Mineração) rescindiu o contrato com a Prumo Engenharia, empresa responsável pela construção do Trecho 1F da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), localizado em Uruçuca, no sul da Bahia. Com a paralisação das obras, cerca de 300 trabalhadores que ainda atuavam no canteiro começaram a ser demitidos. O empreendimento já havia empregado até mil pessoas no auge das atividades.

O Trecho 1F, com extensão de 127 quilômetros, liga os municípios de Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara. Ele faz parte do projeto maior da FIOL 1, que, quando concluído, terá 537 quilômetros, conectando Caetité ao Porto Sul, em Ilhéus. A ferrovia é um dos eixos do complexo logístico da Bamin, que inclui ainda a Mina Pedra de Ferro e o próprio Porto Sul — este último também paralisado por falta de investimentos.

Segundo a empresa terceirizada afirmou a fonte, a interrupção das obras se deve à ausência de investidores. A situação é agravada pela crise financeira da Eurasian Resources Group (ERG), controladora da Bamin, que busca vender a empresa. Há negociações em andamento com a Vale, o BNDES e outros possíveis investidores, mas sem definição até o momento.

As demissões impactam diretamente a economia dos municípios próximos ao canteiro de obras, especialmente Uruçuca, onde a construção era uma das principais fontes de renda. Além disso, a paralisação do Porto Sul, terminal estratégico para a ferrovia, gera incertezas sobre o futuro do projeto, originalmente previsto para entrar em operação em 2027.

O governo federal tem pressionado a Vale a assumir parte do empreendimento, utilizando como moeda de negociação a renovação de concessões ferroviárias da mineradora. Enquanto isso, a ERG tenta vender a Bamin há cinco anos, buscando recuperar pelo menos US$ 1,2 bilhão investidos. A proposta em discussão prevê que a Vale assuma o controle majoritário, enquanto o BNDES e investidores privados ficariam com partes menores.

Apesar das promessas de retomada, a falta de recursos e os atrasos deixam o projeto em risco. Audiências públicas na Bahia discutem os impactos da paralisação, mas ainda não há soluções concretas para a retomada das obras.

Matéria atualizada às 10:38.

Nota da Bamin explica desmobilização de obras no Trecho 1F da FIOL (Uruçuca-Ilhéuss

Ilhéus realiza a 1ª Plenária Popular da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora


O Conselho Municipal de Saúde de Ilhéus, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, convida toda a população para a 1ª Plenária Popular da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Município de Ilhéus.

O evento acontecerá no sábado, 05 de abril, no Colégio Estadual de Tempo Integral Arléo Barbosa no CSU, com início às 8 horas da manhã.

A plenária tem como objetivo construir, de forma coletiva, propostas que serão encaminhadas para as conferências macrorregional, estadual e nacional de saúde.

Esse é um espaço democrático de escuta, diálogo e construção de políticas públicas. Sua participação é fundamental para fortalecer a luta por condições dignas de trabalho e acesso à saúde.

Garanta sua participação, inscrevendo pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc1EWr5PxcMGlU-nvUvw6Uw0D7nhfMKOaux1txDpcL59CEyeA/alreadyresponded

 

O tempo de Ilhéus esperar por dignidade no transporte público já se esgotou


Por Jamesson Araújo

A empresa São Miguel, uma das responsáveis pelo transporte público em Ilhéus, enfrenta críticas após mais um caso de negligência: um ônibus pegou fogo no terminal urbano na última terça-feira (25), por falhas elétricas. O incidente reacendeu o debate sobre a precariedade do sistema, que há mais de uma década sofre com frota sucateada, falta de fiscalização e promessas não cumpridas de renovação de veículos. Agora, a pressão aumenta sobre o atual prefeito Valderico Junior para tomar medidas efetivas.

Em 2023, a prefeitura anunciou um acordo com as concessionárias (São Miguel e Viamentro) para a chegada de 30 ônibus novos. No entanto, registros do Blog Agravo mostram que, desde 2018, pelo menos quatro notícias destacaram promessas semelhantes — incluindo a entrega de 27 veículos em 2020 e mais 14 em 2023. A pergunta que fica: por que os ônibus desapareceram ou se deterioraram tão rápido?

Há indícios de desvio da frota. Em 2018, o mesmo blog flagrou um ônibus novo de Ilhéus circulando em Porto Seguro cinco dias após a entrega. A São Miguel, em particular, é alvo de desconfiança: além de não repor a frota adequadamente, mantém veículos em condições de riscos, especialmente nas linhas dos distritos.

Em 2020, a prefeitura anunciou que Transporte coletivo de Ilhéus tinha 40% da frota renovada com mais 10 novos ônibus.

Enquanto a São Miguel patina, a Viamentro — parte de um conglomerado com forte atuação no transporte baiano — tem capacidade para investir mais. Especialistas sugerem que, se as empresas não cumprirem acordos, a prefeitura deve regulamentar o transporte alternativo com vans, modelo adotado em outras cidades para suprir falhas do sistema tradicional.

A bola agora está com Valderico Junior. A população espera que ele rompa com o legado de omissão das gestões anteriores, que permitiram a degradação do transporte. Se optar por renovar os contratos sem exigir contrapartidas claras, o risco é perpetuar o caos. Se agir com rigor, pode ser o início de uma virada — desde que o Ministério Público e a Câmara Municipal façam sua parte.

O incêndio no terminal foi só mais um capítulo de uma crise crônica. A São Miguel queimou não apenas um ônibus, mas sua própria chance de continuar operando sem mudanças radicais. A solução depende de investimentos reais, fiscalização rígida e, se necessário, alternativas que quebrem o monopólio das atuais concessionárias.

Pesquisa Paraná aponta Rui Costa e Jaques Wagner como favoritos ao Senado pela Bahia em 2026


Rui Costa e Jaques Wagner (PT) lideram disputa, mas maioria do eleitorado ainda não decidiu seu voto, aponta estudo.

A Pesquisa Paraná, divulgada nesta segunda-feira (24), revelou um panorama competitivo para as eleições ao Senado pela Bahia em 2026. O levantamento, realizado com 1.640 entrevistados, analisou a intenção de voto em duas modalidades: espontânea (sem estímulo) e estimulada (com lista de nomes).

Destaques da pesquisa:

    • Na espontânea, 85,2% não souberam ou não opinaram; 6,6% votariam em branco/nulo.
    • Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar lideram entre os lembrados.
    • Na estimulada, Rui Costa (PT) aparece à frente, com 43,8%, seguido por Jaques Wagner (34,0%) e João Roma (24,6%).

Resultados detalhados

1. Pesquisa espontânea (sem lista prévia)

A maioria dos eleitores ainda não tem um candidato definido:

    • 85,2% não souberam/não opinaram
    • 6,6% votariam em branco/nulo/ninguém
    • Jaques Wagner (PT): 2,0%
    • Otto Alencar: 1,9%
    • Rui Costa (PT): 1,2%
    • João Roma: 0,7%
    • Outros nomes (ACM Neto, Dra. Raissa Soares, Angelo Coronel) tiveram menos de 0,5%.

2. Pesquisa estimulada (com lista de nomes)

Quando apresentados a uma lista, os eleitores mostraram maior definição:

    • Rui Costa (PT): 43,8%
    • Jaques Wagner (PT): 34,0%
    • João Roma: 24,6%
    • Dra. Raissa Soares: 11,2%
    • Angelo Coronel: 11,0%
    • Adolfo Viana: 7,4%
    • Márcio Marinho: 6,7%
    • Marcelo Nilo: 5,3%

Análise do cenário

A pesquisa aponta que:

    • Rui Costa tem vantagem, mas Jaques Wagner aparece bem também.
    • João Roma ocupa a terceira posição, com certa distância dos petistas.
    • Outros nomes, como Dra. Raissa Soares e Angelo Coronel, ainda têm baixo reconhecimento espontâneo, mas aparecem melhor na estimulada.

A disputa pelo Senado baiano em 2026 promete ser acirrada, com o PT mantendo força, mas outros nomes buscando espaço.

📌 Fonte: Pesquisa Paraná (24/06/2024) – Margem de erro: ±2,5% (nível de confiança de 95%).

 

Prefeitura de Ilhéus e Embasa buscam soluções para problemas de abastecimento e saneamento


Na manhã desta quarta-feira (19), a Prefeitura de Ilhéus se reuniu com representantes da Embasa para discutir medidas que visam solucionar os problemas históricos enfrentados pela cidade no abastecimento de água e no saneamento básico.

As dificuldades têm impactado a população ao longo dos anos, sendo agravadas pela omissão do poder público nas gestões anteriores. A atual administração municipal, por sua vez, tem como prioridade fortalecer a relação com a Embasa para promover melhorias significativas e garantir mais dignidade e qualidade de vida aos cidadãos ilheenses.

O encontro contou com a participação do secretário de Meio Ambiente, Fábio Mendonça, do secretário da Casa Civil, Vinícius Ibrann, do Chefe de Gabinete, Caio Garcia, e de representantes da Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil e da Procuradoria-Geral do Município.

A reunião ocorre em um momento oportuno, próximo ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. A data reforça a necessidade de preservar os recursos hídricos, um compromisso também da Prefeitura de Ilhéus com o meio ambiente e com o bem-estar da população.

Brasil se torna o segundo maior fabricante mundial de ar-condicionado


© Bruno Peres/Agência Brasil.

A combinação entre as cada vez mais frequentes ondas de calor e o crescimento da economia, com geração de emprego e aumento da renda, fez a indústria de eletroeletrônicos crescer 29% em 2024, na comparação com o ano anterior. Foram comercializadas 117,7 milhões de unidades de diferentes produtos, como geladeiras, televisores, ventiladores e filtros, entre outros, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), divulgados nesta segunda-feira (17).

O destaque foi o ar-condicionado, que registrou um recorde histórico de 5,9 milhões de unidades fabricadas, aumento de 38% entre 2023 e 2024, fazendo com que o Brasil saltasse da quinta para a segunda posição entre os maiores fabricantes do produto no planeta, atrás apenas da China.

“São dois fatores preponderantes que fizeram com que a gente alcançasse esses resultados. O primeiro é o econômico. Tivemos aumento na geração de empregos, controle maior da inflação no primeiro semestre do ano passado, redução da taxa de juros em parte do ano, o que facilita a aquisição dos nossos produtos, que normalmente são parcelados, e a parcela precisa caber no bolso da população. Outro fator preponderante foi o climático. A elevação das temperaturas fez com que a população buscasse conforto, comodidade e bem-estar”, afirmou Jorge Nascimento, presidente da Eletros, após participar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria a Comércio, Geraldo Alckimin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.

No caso da linha marrom, que inclui televisores, o ano passado registrou a maior produção dos últimos 10 anos, e a segunda maior produção da história, com 13,5 milhões de unidades vendidas, com aumento de 22% em relação a 2023. Na linha branca, que abrange geladeiras, fogões, refrigeradores e máquinas de levar, a indústria nacional registrou crescimento de 17% em 2024, com 15,6 milhões de unidades, praticamente os mesmos indicadores do período pré-pandemia.

Durante a reunião com o presidente e ministros, os empresários do setor apresentaram os números expressivos da indústria de eletrodomésticos e pediram a retomada de um cenário econômico similar ao do ano passado.

“O que a gente conversou agora, inclusive com o ministro Haddad, é que é importante que se tenha um ambiente econômico ainda próspero – estamos falando de ajuste fiscal, de controle da inflação, da questão dos juros referenciais. Se isso for tratado com o mesmo cuidado que aconteceu no primeiro semestre do ano passado, a gente tem uma expectativa de pelo menos repetir os números de 2024, em uma versão mais otimista, e crescer 10%”, estimou Nascimento, da Eletros. A associação reúne 36 empresas, que empregam cerca de 200 mil trabalhadores e respondem por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria nacional.

“Não é só forno que traz boa notícia, mas geladeira, máquina de lavar roupa, televisor, enfim, e é um fato a ser comemorado, porque crescer 29% uma indústria de bens duráveis é algo excepcional no mundo hoje”, enfatizou, em tom de brincadeira, o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ele também citou os fatores econômicos, como aumento do emprego, da renda e as políticas industriais do governo como importantes no resultado dessa expansão.

Informações da Agência Brasil.