
A possibilidade de uma fusão entre o Barcelona e o Colo-Colo, dois dos principais clubes de Ilhéus, ganhou destaque após o jornalista Jamesson Araújo revelar conversas entre diretores das agremiações. A proposta, discutida no programa Super Blogs, surge como uma alternativa para fortalecer o futebol da cidade, diante das graves dificuldades financeiras que ameaçam especialmente o Colo-Colo, clube tradicional que enfrenta risco de extinção .
Segundo Araújo, a união seria a saída mais viável para preservar a história do Colo-Colo, que vive uma crise sem precedentes, enquanto o Barcelona, apoiado pela empresa Adilis, do CEO Weliton Nascimento, possui estrutura financeira e administrativa mais sólida para se manter no cenário profissional. “Coloquei os dois para conversarem porque acredito que essa união fortaleceria o futebol ilheense. A economia da cidade não comporta dois times competitivos”, afirmou o jornalista .
Segundo Jamesson, o presidente do Colo-Colo, Hermano Fahning, demonstra resistência à ideia, mas reconhece as limitações do clube, que já aprovou a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) sem conseguir atrair investidores. “Se pagar as dívidas, o que o comprador da SAF realmente adquire?”, questionou Araújo, destacando a falta de atrativos.
O vereador Márcio Podão, figura influente no esporte local, defende a fusão como única alternativa para salvar o Colo-Colo.”O verdadeiro torcedor tem que entender que isso pode ser o passo para o clube não morrer. Não adianta resistir sem condições de bancar um time competitivo”, argumentou .
Problemas estruturais e a busca por soluções.
Além das questões financeiras, ambos os clubes enfrentam desafios logísticos. O Estádio Mário Pessoa, reprovado pela Federação Baiana, obrigou-os a mandar jogos em cidades vizinhas durante o Campeonato Baiano. O Barcelona investiu cerca de R$ 100 mil em uma parceria com a prefeitura de Ilhéus para adequar o estádio e receber partidas da Série D do Brasileirão.
Torcida dividida entre tradição e sobrevivência
A discussão segue em aberto, com torcedores divididos entre o apego à identidade histórica do Colo-Colo e a necessidade pragmática de sobrevivência. Enquanto Jamesson Araújo pede mobilização das torcidas para pressionar as diretorias, o futuro do futebol em Ilhéus depende de uma decisão que pode redefinir seu cenário esportivo com time popular e competitivo no sul da Bahia.
O espaço está aberto para a manifestação dos dois clubes.
Confira o corte do programa:
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